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Eu Visto Filmes


Depois do meu post de filmes para a quarentena, vou fazer agora um sobre séries com figurinos lindíssimos para ver durante a quarentena (por favor, fiquem em casa e aproveitem para ver essas séries)...

1- The Marvelous Mrs. Maisel (2017 - ), figurinista Donna Zakowska.

A série da Amazon que foi sensação durante 2017-2018 (perdeu um pouco o brilho por causa de Fleabag, mas continua a ser maravilhosa) conta com 3 temporadas e narra a história de Midge, uma dona de casa judia de classe média alta que tenta crescer na carreira de comediante ao final da década de 1950. A série é inteligente, engraçada e, claro, tem um figurino maravilhoso digno de capa de revista que reflete muito bem a personalidade de cada personagem e, não sei se foi a intenção, mas fica muito visível o humor da personagem principal de acordo com a roupa e as cores utilizadas.






2 – Mad Men (2007-2015), figurinista Janie Bryant.

A série retrata um publicitário, Don Draper, e mundo da publicidade na década de 1960, esse é apenas o plano principal, mas a série vai além disso (como o desenvolvimento das personagens femininas e as mudanças sociais durante esse período) e o figurino dela é algo que ganha destaque. Existem duas coisas que eu gosto muito nessa série: primeiro, os personagens masculinos também tem bons figurinos; e segundo, existe repetição nas roupas (normalmente isso é algo que as séries não fazem). Janie Bryant, que também é designer, fez um excelente trabalho na série, já que ela se passa durante uma década e a mudança do vestuário é imprescindível e ela o fez sem alterar em nada o “estilo” das personagens.






3- High Fidelity (2020- ), figurinista Sarah Laux.

Nessa série que se passa atualmente, Zoe Kravtiz revive a personagem da sua mãe no filme de 2000 com o mesmo nome, a dona de uma loja de vinil que vai contar sobre seus casos amorosos e o dia-a-dia com seus 2 melhores amigos. A série é fofa e, pra mim, fazia muita falta ter uma série tão leve como essa e quase real. Quanto ao figurino ele é bem atual, com aquela inspiração da década de 1990, muito fácil de achar e copiar.





4 - The Get Down (2016-2017), figurinistas Jeriana San Juan e Catherine Martin. 

A série musical retrata a década de 1977 em Nova York, mais especificamente o Bronx e todos os seus problemas, e o surgimento do Hip-Hop e o final da Disco Musical. Só em se tratar desses dois estilos musicais já se pode esperar um figurino grandioso (e grifado) que são características das produções do criador da série Baz Luhrmann (The Great Gatsby, Romeu + Julieta, Moulin Rouge...). Infelizmente, provavelmente por ser cara, a série foi cancelada pela Netflix.





5 – O Mundo Sombrio de Sabrina (2018 - ), figurinista Angus Strathie.

Não é preciso muito falar sobre a série da bruxa mais famosa que existe (desculpa Harry Potter), mas a produção deu uma repaginada e deixou Sabrina um pouco mais sombria do que a antiga versão e isso se deve, em grande parte, as roupas usadas nas personagens que, segundo o próprio figurinista, dão a impressão de um “eterno outono”. O figurino é bonito, atual e, também, bem fácil de copiar.






Bônus: My Brilliant Friend (2018 - ), figurinista Antonella Cannarozzi.

Baseada na obra de Elena Ferrante (a tetralogia Napolitana), a série retrata a vida de duas amigas, Raffaella e Elena (Lila e Lenu), em Nápoles durante a década de 1950. No começo é meio estranho assistir a produção, é um cenário meio pitoresco, mas (além da história incrível e fiel ao livro) a simplicidade da série é um dos fatores que a faz maravilhosa. As personagens são muito pobres e seria estranho se tudo ali fosse glamouroso.
O figurino da série, principalmente a segunda temporada, segue fiel a essa simplicidade e é muito fácil associá-lo com as roupas que nossas avós, avôs, mães e pais usavam. Olhando de perto qualquer peça do vestuário remete (pelo menos a mim) aquela sensação de roupa feita na máquina de costura de casa. Eu achei muito mais próximo do real do que muitas séries que parecem ter saído de uma capa de revista.





Wrote by Eu Visto FIlmes

Durante esse período NECESSÁRIO de “quarentena”, muita gente acha chato e tedioso ficar em casa (eu não) e por isso, junto com a reativação do meu blog, resolvi fazer uma listinha com filmes de figurinos MARAVILHOSOS para ver durante esses dias e tentar deixar o período menos tedioso...

1- Anna Karenina (2012), figurinista Jacqueline Durran.

A adaptação do clássico russo de Tolstói, conta a história da mulher de um rico funcionário do governo que tem um caso durante a Rússia do século XIX. O filme conta com um elenco maravilhoso (Keira Knightley, Jude Law, Alicia Vikander e outros), foi feito para nos dar a impressão de estar se passando em um palco de teatro (eu tive essa impressão) e tem um figurino lindo, embora não condizente com a época, e ganhador de Oscar.






2- Allied (2017), figurinista Joanna Johnston.

Já falei desse filme aqui e, embora eu não goste muito, uma história já muito batida de dois espiões que se apaixonam durante uma missão e que poderia ter sido contada de outra forma, ele conta com um final intrigante e com um figurino encantador e invejável, e para quem gosta de filme de guerra, com tiros e espionagem esse é uma ótima opção (mesmo o casal deixando a desejar na química, para mim).


3 – Pantera Negra (2018), figurinista Ruth E. Carter.

Eu dificilmente gosto de filmes da Marvel, mas Pantera Negra é uma das minhas exceções (a outra é Capitã Marvel). O filme tem um elenco de peso (Lupita Nyong'o, Michael B. Jordan, Daniel Kaluuya, a maravilhosa Letitia Wright, entre outros), tem uma ótima história de origem (para mim todo filme de super herói tem que contar com uma história de origem bem desenvolvida), o poder das personagens femininas é INCRIVEL e, claro, tem o figurino vencedor do Oscar 2019 criado pela DOUTORA (sim, ela tem um PhD) Ruth E. Carter, que tem uma longa e maravilhosa carreira (Selma, Sparkle).







4 - Os Chapéus de Chuva de Cherburgo (1964), figurinista Jacqueline Moreau.

O musical conta a história de um mecânico que se apaixona por uma jovem de 17 anos que a mãe acha ser muito nova para se casar, ela fica grávida e ele vai para o serviço militar, deixando a jovem com o dilema de esperar pelo retorno do amado ou não. O filme é bem bonitinho, tem uma paleta de cores agradável aos olhos (aos meus, pelo menos) e tem um figurino característico dos anos 1960 e que me lembra muito as peças da Miu Miu, além de ser bem usável nos dias de hoje.





5 – Jojo Rabbit (2019), figurinista Mayes C. Rubeo.

Ultima sugestão é de um dos indicados a melhor figurino de 2020, Jojo Rabbit é uma gracinha, trata de um assunto sério e nos alerta para perigos de determinados governos, políticos e ídolos. O filme conta a história de um menino alemão que tem como amigo imaginário Hittler, ao mesmo tempo em que a mãe esconde uma garota judia dentro de casa. O elenco jovem, assim como o adulto, funciona bem e foi um dos poucos filmes sobre 2ªG.M. que eu gostei.




Bônus: Downton Abbey - Filme (2019) figurinista Anna Robbins/ Série (2010-2015) figurinistas Caroline McCall, Anna Robbins, Susannah Buxton e Rosalind Ebbutt.

A famosa história da família Crawleys e seus empregados no inicio do século 20 foi, inicialmente, uma série que graças ao seu sucesso e saudades dos fãs virou um filme que estreou em 2019. É uma ótima pedida para gosta de maratonar séries porque, além de um lindo figurino, tem uma história bem emocionante, envolvente e com participações bem especiais.




Essas foram as minhas dicas e, semana que vem, volto com dicas de séries para podermos passar esse período um pouco mais “leves”.


Wrote by Eu Visto FIlmes
A principio, confesso, fiquei receosa de assistir esse filme (o deixei por último), mas quando o assisti me impressionei, de maneira positiva, claro. A fotografia é maravilhosa, enredo e, claro, a atuação da Natalie Portman como Jackie é espetacular, merecedora do segundo Oscar da atriz.

Confesso que não conheço a história dos Kennedy a fundo e talvez isso tenha contribuído para o filme me deixar a impressão de que Jacqueline Kennedy era uma pessoa que sentiu muito mais a perda do ‘cargo’ de primeira-dama do que a perda do marido. Além disso, me deu a entender que ela não queria cair no esquecimento do povo americano, não queria ficar atrás de outras mulheres de presidentes e que ela era um pouquinho fútil, mas, como já disse, é tudo a MINHA impressão. Mas, enfim, o filme é muito bom e me surpreendeu, e muito.

O figurino...

Dos 5 filmes acredito que esse é o que ‘menos’ se tem a falar, não porque ele é ruim, pelo contrário, o figurino é maravilhoso e é o favorito para ganhar a estatueta! O que eu quero dizer com ‘menos’ a se falar é que ele é basicamente Jackie. Claro que o filme existem outros personagens, mas o grande destaque é a protagonista e seus figurinos foram criados a partir do que a própria Jacqueline Kennedy usou. Tudo isso só demonstra o incrível trabalho de produção, e pesquisa, da Figurinista francesa Madeline Fontaine. Abaixo o figurino de Natalie e o conjunto usado por Jackie no dia em que Kennedy foi assassinado, esse conjunto foi especificamente criado pela maison Chanel para o filme, pois o usado por Jackie, apesar de criado por uma marca americana, teve tecido cedido pela Coco Chanel.




Como já disse, Jackie era simplesmente Jacqueline Kennedy, com seus chapéus pillbox, as pérolas, vestidos com decote em barco e de corte reto, o escarpam Pilgrim de salto baixo e os conjuntinhos de saia com casaquinho.









E para mim os grandes destaques foram o vestido preto abaixo que quase não aparece, mas eu achei lindo, e o véu de renda que ela usa na cena do funeral do marido.





Quanto a figurinista Madeline Fontaine, ela nunca foi indicada para o Oscar, embora já tenha ganho outros prêmios, essa é a primeira vez provável ganhadora, porém a mesma tem filmes famosos em seu currículo, como Yves Saint Laurent (2014); O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001) e a série da Amazon, ainda no piloto e mesmo assim uma das minhas favoritas Casanova (2015).
Wrote by Eu Visto FIlmes
Dos 5 filmes concorrendo, juntamente com Jackie, Aliados é o filme mais ‘fashionista’ de todos, mas embora a beleza que o mesmo tenha e dois atores de peso, não é um filme que tenha ganho grande destaque, talvez se tivesse sido feito anos antes sim.

O filme conta a história de dois espiões, a francesa Marianne Beausejour (Marion gracinha Cotillard) e o americano Max Vatan (Brad Pitt), que se conhecem durante uma missão no Marrocos durante a 2ª G.M. em uma missão para matar um líder nazista. O filme, podemos dizer, é dividido em duas parte: a primeira com os dois agentes em Casablanca, aonde se apaixonam (a parte mais romântica), e a segunda com os dois de volta a Londres, casados e com uma suspeita em cima de Marianne, sendo acusada de ser espiã alemã (a parte mais dramática).

O figurino...

Tendo dois personagens principais, Marianne e Max, ganham total destaque no figurino bonito criado por Joanna Johnston que, para o qual, disse ter se inspirado nos filmes do inicio dos anos 1940, época de ‘ouro de Hollywood’, a fim de deixar o figurino mais glamoroso.

O figurino de Max, assim como o filme, é um pouco mais glamoroso na primeira parte do filme (há, inclusive, uma fala de Marianne em que ela diz que disse a todos que seu marido ‘gostava de roupas finas e caras’, como deveria gostar um parisiense). Em cada cena ele está com uma roupa diferente, todas a inspiração de uma Hollywood dos anos 1940, é bonito, charmoso e elegante, como todo galã deveria ser. Inicialmente suas roupas são de cores neutras, bege em suas derivações de tonalidade; cinza e marrom.




Já na segunda parte do filme ele praticamente usa uniforme militar e, quando não, usa blusa de gola rolê, couro e suéter e, diferente da primeira parte, sempre em cores escuras.



Marianne, dos dois, é quem ganha ainda mais destaque no figurino, figurinista a vestiu com muita seda “para dar brilho e movimento”, pois ela é uma mulher f feminina e forte que “precisava ser bonita e intrigante”. Seu vestidos e saias de alfaiatarias são lindos, parecendo que saíram direto de um desfile de moda da época (muito fácil notar a influência de figurinos de alta costura da época, como Dior e Chanel), e, claro, que todos eles eram complementados por uma maquiagem perfeita com a boca’, quase sempre, vermelha.





Mas, para mim, o grande destaque do figurino vai para as camisolas de sedas usadas por Marianne nas noites em que os dois estavam em Casablanca, todas são lindíssimas e, na minha opinião, atemporais.




Quanto a figurinista Joanna Johnston ela já foi indicada ao Oscar uma vez em 2013 pelo figurino de Lincoln, porém nunca ganhou o prêmio. Ela tem no seu currículo filmes como Operação Valquíria, Forrest Gump e um dos meus filmes preferidos no quesito figurino O Agente da U.N.C.L.E. 
Wrote by Eu Visto FIlmes
Florence Foster Jenkins (Meryl Streep) foi uma milionária apaixonada por música, grande investidora e apoiadora dessa arte, que tinha como sonho ser uma grande cantora de ópera, embora não tivesse uma boa voz para tal (é possível ouvir os áudios originais e comprovar isso), e o filme retrata, de forma mais comica que dramática, a história dessa mulher.

O filme se passa na década de 1940, com Florence já em uma idade avançada querendo realizar o grande sonho de cantar para uma plateia grande, no caso cantar no Carnegie Hall para mais de duas mil pessoas, um evento que por mais estranho que pareça teve ingressos esgotados em poucas horas. O filme não é ruim, mas não emociona, na minha opinião poderia ter sido melhor trabalho (a versão francesa de título Marguerite, estreado alguns dias antes, talvez tenha feito isso).

O figurino...

O filme conta com, basicamente, 3 personagens principais, o marido de Florence, St. Clair Bayfield (Hugh Grant), o pianista Cosmé McMoon (Simon Helberg) e a própria Florence que é quem ganha o destaque no figurino que é grandioso cheio de brilho.

Podemos dizer que existiram no filme dois tipos de figurinos para Florence, o do dia-a-dia que são tipicamente dos anos 1940, a maior parte compostos de vestidos retos com casaquinhos, e abusando muito de acessórios como flores, chapéus, brincos e colares, algo bem extravagante, exatamente como Florence era.





Já para os figurinos da noite, eu diria que todos são bem brilhantes, eles tem um pouco da influência dos anos 1940, porém há uma mistura dos anos 1920/1930 neles. Além dos brilhos e plumas, a figurinista também abusou dos acessórios, incluindo coroas dessa vez, algo que a própria Florence usava bastante também.






















Porém ao mesmo tempo em que o figurino é grandioso e bonito (na minha opinião, claro), eu fiquei um pouco chateada pelo principal figurino, chamado de “Angel of inspiration”, apesar de lindo, não é muito igual ao original.



Quanto aos figurinos masculinos, eles não são fora do que era na época com calças e camisas sociais e smokings. Outro ponto alto do figurino do filme é um grupo de três senhorinhas que seguem a excentricidade de Florence, infelizmente não consegui achar imagens delas.


Figurinista é Consolata Boyle, é a segunda vez em que é indicada ao Oscar, a primeira foi em 2006 por A Rainha. Diferente das outras concorrentes, ela não tem tantos trabalhos famosos.
Wrote by Eu Visto FIlmes
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Historiadora apaixonada por moda, cinema e livros. Aqui você encontrará conteúdo sobre figurino de filmes e séries.

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